sexta-feira, outubro 28, 2005

Jeovás

Reportagem TVI:

Jornalista: "Mas preferia perder o seu marido ou preferia que ele sobrevivesse sabendo que para isso teria que receber uma transfusão de sangue de outra pessoa?"

Idosa, testemunha de Jeová: "Preferia que ele morresse. Porque se ele recebesse sangue deixaria de trazer com ele o amor Jeová"[sic].

É bom ver que ainda há pessoas com bom senso em Portugal.

P.S.: A religião Jeová (penso que é assim a denominação correcta) não permite aos devotos transfusões de sangue, mesmo em caso de extrema gravidade.

quinta-feira, outubro 27, 2005

wondering

Todos conhecemos a expressão «estar à coca» como estar à espreita, à espera do momento certo para qualquer coisa. Mas quantos sabem a origem da palavra «coca»? Ok, vem a memória uma pluralidade de significados, talvez nenhum deles correspondendo ao que a frase quer indicar.

Enquanto estudava a lírica dos séculos XVII e XVIII deparei-me com o familiar vocábulo noutros campos de sentido:

Se a fama alcançar quer de valeroso,
Rompa esquadrões de mouros às lançadas,
Não faça c'um bichinho tantos cocos.
Não vou aprofundar o assunto da poesia posso apenas, para efeitos explicativos, referir que se satirizava as façanhas de um conde. Neste excerto, para entendedores descontextualizados, é dito que alcançaria a fama combatendo os mouros e não gabando-se de vitórias pequenas.
Em rodapé elucidavam que «cocos ou cocas» eram «figuras estranhas para amedrontar as crianças». Não satisfeita ou empurrada pela curiosidade, fui à procura num dicionário. Não se enganaram os primeiros: cocas é o papão, uma abantesma ou uma máscara com que se mete medo.
Tal não foi o meu espanto que ainda escrevo sobre isso. Só consigo pensar porque terão chamado «cocas» ao Kermit, esse adorável sapo.
Seria aquele sorriso simpático motivo de suspeita? Estaria ele à coca? Esperava pela confiança para nos atacar? COCAS é ou não o papão?
Não perca o próximo episódio porque nós também não.

Magritte porque chove

Didáctica Gipsy

Não há nada melhor na educação de um homem rijo do que deixar o infante comer pó e ranho, dormitar sobre roupa bafienta (que teve em caixotes sabe Deus quanto tempo) e gatinhar no chão de centros comerciais.

sabia que...?

Em tempo de ditadura era preciso uma licença para uso de um isqueiro e os mendigos necessitavam de um número registado para pedir esmola.
As potencialidades destas medidas... Não vamos amargar as ideias com clausura antes que me caiam todos em cima, inclusive a minha consciência esquerdista.

Pombinhas da Catrina

O plano que muitos já congeminavam não pode ser executado.

Matar pombos de forma insuspeita de forma a espalhar o terror da gripe na capital só ia assustar os hipocondríacos.

Os bichos não podem morrer do H5. Temos pena.

PUB.

O mundo publicitário português parece estar dominado pela "Palavra de Jumbo".

quarta-feira, outubro 26, 2005

Poemas Barrocos

«Ao célebre Fr. Joanico compreendido em Lisboa em crimes de sodomita

Furão das tripas, sanguessuga humana,
Cuja condição grave, meiga, e pia,
Sendo cristel dos Santos algum dia,
Hoje urinol dos presos vive ufana.

Fero algoz já descortês profana
Sua imagem do nicho da enxovia,
Que esse amargoroso traje em profecia
Com a lombriga racional se dana.

Ah, Joanico fatal, em que horoscopos,
Ou porque à costa, ou porque à vante deste,
Da camândula Irmão quebraste os copos.

Enfim Papagaio humano te perdeste,
Ou porque enfim darias nos cachopos,
Ou porque em culis mundi te meteste.»

«Necessidades Forçosas da Natureza Humana

Descarto-me da tronga, que me chupa,
Corro por um conchego todo o mapa,
O ar da feia me arrebata a capa,
O gadanho da limpa até a garupa,

Busco uma Freira, que me desentupa
A via, que o desuso às vezes tapa,
Topo-a, topando-a todo o bolo rapa,
Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.

Que hei de fazer, se sou de boa cepa,
E na hora de ver repleta a tripa,
Darei, por quem mo vaze toda Europa?

Amigo, quem se alimpa da carepa,
Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,
Ou faz da sua mão sua cachopa.»

in Obras Completas de Gregório de Matos

sexta-feira, outubro 14, 2005

SkEtChThIs OuT !

Announcement


Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Colóquio Internacional:

"Jean-Paul Sartre - Uma Cultura da Alteridade"
Filosofia e Literatura - 27 e 28 de Outubro de 2005

“En dévoilant je crée ce qui est; en donnant la vérité, je te donne ce qui t´est déjà offert. Mais en outre je le donne à ta pure liberté puisqu´il faut que tu recrées ce qui est à ton tour (...)”
J.-P. SARTRE, Vérité et existence, Gallimard, Paris, 1989, p. 62.

tentava procurar uma luz na fresta mas só mergulhava mais na escuridão. só assim pôde redescobrir como era bom nadar no escuro.

quarta-feira, outubro 12, 2005

estava fechada

terça-feira, outubro 04, 2005

Assédio sexual

Nunca pensei que o assédio sexual vindo de um homossexual fosse tão intimidante.