terça-feira, junho 28, 2005

Made in Portugal

Não será estranho termos um governo que tem que rectificar um orçamento já de si rectificativo porque não sabe fazer contas?

Não será estranho que o erro que levou a essa correcção tenha sido detectado por um jornal e não pelo próprio governo?

Não será estranho que este seja o segundo governo que não sabe fazer contas, estas bem mais fáceis, sem a pressão das câmaras apontadas a nós?

Não será estranho que, com tantas medidas para apertar o cinto, impopulares, quase demoníacas, o défice português só vá baixar meio ponto percentual?

Se pensarmos bem, vivemos num país onde os aeródromos são atravessados por estradas públicas, provocando acidentes mortais; portanto, nada é estranho.

quarta-feira, junho 22, 2005

Literatura de casa de banho

Chegou-me às mãos por vias terceiras; quando abri o envelope em que vinha cuidadosamente guardado nem queria acreditar; temi que me causasse danos irreparáveis ao cérebro, mesmo assim arrisquei e levei o primeiro capítulo do novo livro de Margarida Rebelo Pinto para a casa de banho!

Não me arrependi. Pelo contrário, congratulei-me. Simplesmente porque o acto de defecar fica muito mais facilitado quando lemos merda pura.

Continua lá não vá o destino pregar-me uma partida e qualquer dia faltar o papel higiénico.

Mistérios insondáveis da natureza

Há dias, depois de ter feito umas comprinhas no hipermercado das redondezas, dirigi-me para o meu veículo de forma a depositar os produtos na mala do carro. Para tal utilizei a escada rolante, melhor, tapete rolante.

Já tinha presenciado várias vezes, só nessa noite me espantou, um verdadeiro fenómeno da natureza: como é possível um carrinho de compras completamente cheio não deslizar pelo tapete a baixo? Mais fascinante, quando está a subir, como é possível o dito carrinho não nos atropelar, trucidando-nos o corpo no fundo do tapete?

É sem dúvida uma das grandes invenções da humanidade. Space shuttle, televisão, intervenções cirúrgicas com precisões microscópicas quando comparadas com esta autêntica jóia do desenvolvimento perdem toda a importância.

domingo, junho 19, 2005

mais uma boa sugestão:

visite www.umbilicalbrothers.com
Na secção multimedia estão uns quantos clip's que provam que ainda se fazem bons números humorísticos.

sexta-feira, junho 17, 2005

A vantagem mais importante do conhecimento "inútil" é, talvez, a de incentivar a atitude mental contemplativa. O mundo tem revelado uma exagerada tendência para a acção, não apenas uma acção sem prévia e adequada reflexão, mas também, uma acção em momentos que a sabedoria teria aconselhado a inacção.

Russel, Bertrand. Elogio ao ócio, Inglaterra, 1935.

Carcavelos ao rubro

Discutiu-se hoje no Parlamento a situação passada na praia de Carcavelos à cerca de uma semana. De um lado PP, do outro PCP e (como não podia deixar de ser) B.E.

Concordei (penso que pela primeira vez) com o líder parlamentar do PP. As políticas e também os políticos portugueses permitem que estas situações aconteçam quando condenam a policia quando esta usa a força, mas deita água na fervura quando são grupos de jovens (quase sempre pretos), vindo de lá as tão batidas desculpas sociológicas, de descriminação ética e recial.

Não se trata de descriminação. Fossem brancos, pretos, azuis ou cor de burro quando foge deviam ter sido corridos da praia não à bastonada mas ao tiro. Se eles expulsam a policia ao tiro dos seus bairros, porque não responder-lhes com a mesma moeda? As desculpas sociológicas também já estão mais que esfarrapadas. Aquilo que eles roubam não é comida, nem serve para, posteriormente, adquirir víveres. É o roubar por roubar, assustar e insultar as pessoas para se sentirem superiores.

Concordo que as autoridades abusam muita vez da força e que paga o justo pelo pecador. Um grande exemplo passa-se nos jogos de futebol. Mas acho que é compreensível que a descarga de energia seja muito maior, logo muito mais dificil de controlar, quando antes da ordem para atacar, os policias estão a ser atacados, quer verbalmente, quer fisicamente.

Chega de defender os criminosos e culpar os policias. Não temos a melhor autoridade do mundo (excepção feita à PJ que todos reconhecem como uma das melhores da Europa), muitos policias são corruptos e preocupam-se mais em não fazer nada do cumprir a sua função. Mas o medo que o episódio da passada semana (que, segundo me contaram alguns locais, não foi o primeiro nem o mais grave) causou à população de Carcavelos deverá servir de lição para que os nossos políticos aprendam que algo está podre no reino português.

domingo, junho 12, 2005

É oficial

Os portugueses são extremamente estupidos. Senão estupido, pelo menos incompetente.

Só assim se explica porque, após tantos anos com o mesmo cenário nas florestas,matas, enfim, qualquer pequeno monte de folhas secas durante o Verão, as forças da protecção civil ainda não tenham conseguido arranjar uma forma mais eficaz de combater incêndios.

Por este andar, daqui a 10 anos nada mais vai haver para arder.

sexta-feira, junho 10, 2005

Parece que o nosso cantinho sempre tem alguma coisa de especial!

Estava aqui a ouvir o professor José Hermano Saraiva a falar sobre o dia de hoje e fiquei a saber que Portugal é o único país que celebra a Nacionalidade relacionada com um factor cultural - o dia de Camões. Enquanto todos os outros comemoram a partir de datas como a instauração de um novo regime político ou a subida de reis ao trono, nós invocamos o Poeta do Renascimento que tão bem soube descrever o seu país(ainda que tivesse sido obrigado a sair de cá).

segunda-feira, junho 06, 2005

Teste à inteligência

Sei que é brasileiro mas não deixa de ser um desafio interessante (e dificil, porra!) às nossas capacidades.

É só seguir por aqui.

domingo, junho 05, 2005

Carnavalesco

Alberto João Jardim deu mais uma prova de que a sua forma de estar na política e na vida é cada vez mais desaconselhada. Ao chamar 'filhos da puta' aos jornalistas inaugurou um novo patamar de tratamento à comunicação social.

Pior é que este senhor é visto como um grande exemplo a seguir pelos madeirenses.

A par de Valentim Loureiro, outra das figuras incontornáveis da má educação nas figuras públicas portuguesas,João Jardim só deveria ser solto no Carnaval.

Mas de calças vestidas.

Não faças o que eu faço...

Que moral tem um governo em pedir que os portugueses façam sacrifícios em prol da economia nacional, que não fujam aos impostos, que não acumulem rendimentos e mais uma miríade de coisas, quando dois dos seus ministros (curiosamente um deles é o rosto das clemências que se têm visto) ganham reformas milionárias a que juntam o não menos milionário ordenado de ministro?

Afinal...

...o ditado é mentiroso: cão que ladra morde mesmo! Se for grande ainda morde mais!

A prová-lo tenho uma ferida no fundo das costas e um buraco no local correspondente das calças!

quarta-feira, junho 01, 2005

Mais algumas entradas curiosas:

Critico. He de ordinario aquelle, que, sendo incapaz de produzir couza alguma de sua cabeça, trata só de comndenar o que os outros produzem. p.49

Fealdade. He o maior stimulo para os progressos de espirito de uma molher; porque so assim pode remediar os defeitos naturaes. p.67

Forca. Remedio inventado para evitar certas malfeitorias, o qual cura mas não previne. p.69

Inveja. He o modo mais curto de nos castigarmos a nos mesmos por sermos inferiores aos outros. p.7?

Originalidade. Imitação oculta. p. 94

Quarenta annos. O nec plus ultra da beleza de uma molher. p.101

Rhima. Substituto da verdadeira poezia. He na maior parte dos Poetas a anthiteze da Razão.

Prova inequivoca de...

...qualquer coisa! Menos de conhecimento.

A RTP, estimada televisão pública, tem um novo (acho eu, só costumo ver televisão a partir da meia noite) programa sobre conhecimento, que tem como objectivo testar a perícia e inteligência das equipas de infantes que lá vão. Pelo menos o objectivo seria esse.

O principal objectivo do jogo é um dos membros da equipa deslocar-se de check-point em check-point numa daquelas maquinetas modernas que tem duas rodas de lado, eléctrica e que consegue dar voltas de 180º no seu eixo. Chegado ao check-point encontra um computador onde tem que inserir uma palavra fornecida pela produção no Sapo, sendo que o objectivo final é coincidir a primeira entrada encontrada com a previamente procurada pela produção.

Ora, ou muito me engano ou isto de conhecimento tem muito pouco, não?